Um ano singular
Esse 2014 com
certeza é um ano atípico para nosso querido país, o Brasil. Estamos em meio a
um turbilhão de novidades, de cobranças e sem dúvida, de observações. O mundo
todo está com os olhos voltados para nós, na expectativa, na espreita, na
espera “desesperada” dos acontecimentos. Muitas dúvidas cercam esses momentos
que estamos vivendo, a Copa do Mundo e daqui a alguns meses as eleições. O que
devemos pensar? O que será que pode acontecer?
Até o momento temos algumas incertezas,
muitas críticas, muitos países “falando mal” de nós, muitos protestos e
promessas de outros tantos, são inúmeras as particularidades que assombram a
ocasião, e nós, simples trabalhadores e ordeiros brasileiros estamos aí no meio
dessa batalha, sem saber para que lado correr, em quem confiar ou até mesmo
para quem torcer. Não sabemos se o futebol e sua alegria que se comunica
facilmente, realmente nos contagiou e o pior, não sabemos se vibrar pelo time
verde-amarelo é o mais acertado a fazer. A impressão que temos é que podemos
errar a qualquer minuto e sermos punidos, não se sabe por quem, talvez pela
nossa própria consciência, pois sabemos que temos muitos problemas sociais para
serem resolvidos, somos literalmente um país em frangalhos, estamos beirando o
caos em setores primordiais para a sobrevivência de nosso povo, o
assistencialismo já não nos basta mais, cansamos de ser bajulados da pior forma
possível, queremos o que é nosso por direito, não migalhas.
Observem...essa é a
época mais acertada para fazer isso. Vejam que as transformações são exequíveis,
isso está claro aos olhos de todos. E atentem que muitas outras podem
acontecer, basta que coloquemos nosso poder de decisão em primeiro lugar, o
nosso grito deve ser por mudanças, devemos clamar por algo diferente e não nos
deixar enganar facilmente. Devemos acreditar que é possível vivermos melhor,
com maior dignidade, devemos crer que o povo vai analisar em quem votar de
maneira consciente, sem influência do futebol, de quem vai ganhar ou não essa
copa, apesar dessa ser uma de nossas paixões a nossa verdadeira vontade é de
que o Brasil dê certo e a chance de conseguirmos um crescimento notável é
através de quem elegemos para nos representar, o povo já não se deixa mais
influenciar por mazelas ou felicidade passageira, ganharmos ou não o mundial
não irá, de maneira alguma, ocasionar modificações nos desejos que temos de
mudança no que se refere a política.
O nosso Brasil é maravilhoso, cheio de
riquezas, de pessoas do bem, trabalhadoras e que buscam cada vez mais a
justiça, a união, a representatividade leal, verdadeira, engajada nas lutas
sociais, unidas ao povo e lutando com ele e por ele. Temos muitos sonhos, e
devemos acreditar na possibilidade de realizá-los, a Copa do Mundo, eleições,
mudança, esperança, o caminho é longo, mas...o ano não espera, vai andando, ou
melhor, cavalgando e nós temos que correr, tentar acompanhar, para depois “não
chorar sobre o leite derramado.” É pensando bem, realmente esse ano é
singular...
Roseli da Rosa Vianna
Texto publicado em 26/06/2014 no site http://www.radionova104.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário