sábado, 28 de junho de 2014

Meu texto da semana

                                        Um ano singular

   Esse 2014 com certeza é um ano atípico para nosso querido país, o Brasil. Estamos em meio a um turbilhão de novidades, de cobranças e sem dúvida, de observações. O mundo todo está com os olhos voltados para nós, na expectativa, na espreita, na espera “desesperada” dos acontecimentos. Muitas dúvidas cercam esses momentos que estamos vivendo, a Copa do Mundo e daqui a alguns meses as eleições. O que devemos pensar? O que será que pode acontecer?
   Até o momento temos algumas incertezas, muitas críticas, muitos países “falando mal” de nós, muitos protestos e promessas de outros tantos, são inúmeras as particularidades que assombram a ocasião, e nós, simples trabalhadores e ordeiros brasileiros estamos aí no meio dessa batalha, sem saber para que lado correr, em quem confiar ou até mesmo para quem torcer. Não sabemos se o futebol e sua alegria que se comunica facilmente, realmente nos contagiou e o pior, não sabemos se vibrar pelo time verde-amarelo é o mais acertado a fazer. A impressão que temos é que podemos errar a qualquer minuto e sermos punidos, não se sabe por quem, talvez pela nossa própria consciência, pois sabemos que temos muitos problemas sociais para serem resolvidos, somos literalmente um país em frangalhos, estamos beirando o caos em setores primordiais para a sobrevivência de nosso povo, o assistencialismo já não nos basta mais, cansamos de ser bajulados da pior forma possível, queremos o que é nosso por direito, não migalhas.
   Observem...essa é a época mais acertada para fazer isso. Vejam que as transformações são exequíveis, isso está claro aos olhos de todos. E atentem que muitas outras podem acontecer, basta que coloquemos nosso poder de decisão em primeiro lugar, o nosso grito deve ser por mudanças, devemos clamar por algo diferente e não nos deixar enganar facilmente. Devemos acreditar que é possível vivermos melhor, com maior dignidade, devemos crer que o povo vai analisar em quem votar de maneira consciente, sem influência do futebol, de quem vai ganhar ou não essa copa, apesar dessa ser uma de nossas paixões a nossa verdadeira vontade é de que o Brasil dê certo e a chance de conseguirmos um crescimento notável é através de quem elegemos para nos representar, o povo já não se deixa mais influenciar por mazelas ou felicidade passageira, ganharmos ou não o mundial não irá, de maneira alguma, ocasionar modificações nos desejos que temos de mudança no que se refere a política.
 
   O nosso Brasil é maravilhoso, cheio de riquezas, de pessoas do bem, trabalhadoras e que buscam cada vez mais a justiça, a união, a representatividade leal, verdadeira, engajada nas lutas sociais, unidas ao povo e lutando com ele e por ele. Temos muitos sonhos, e devemos acreditar na possibilidade de realizá-los, a Copa do Mundo, eleições, mudança, esperança, o caminho é longo, mas...o ano não espera, vai andando, ou melhor, cavalgando e nós temos que correr, tentar acompanhar, para depois “não chorar sobre o leite derramado.” É pensando bem, realmente esse ano é singular...

                 Roseli da Rosa Vianna

Texto publicado em 26/06/2014 no site http://www.radionova104.com/
                

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Enem 2014

Oi pessoal!
Tirar nota máxima na prova de redação do Enem é muito difícil e não existe uma fórmula que garanta um bom resultado. Mas algumas práticas são sempre citadas por quem chega lá. Manter-se bem informado e produzir textos dissertativos ao menos uma vez por semana é essencial para conseguir elaborar uma boa redação no Enem.
Acompanhar assuntos que são discutidos no Brasil e no mundo é um fator importante para um bom desempenho no Enem e nos vestibulares em geral. Ao contrário de outros vestibulares, o Enem não cobra de seus candidatos informações pontuais sobre atualidades. Mas sempre exige que os candidatos demonstrem que o conhecimento aprendido durante o ensino médio se relacione com uma percepção clara da realidade. Sendo assim, fique atento sobre os assuntos do cotidiano  e sobre o que está em debate no país e no mundo.
A ideia não é tentar prever o tema da redação do Enem, já que é muito difícil acertar a temática da mesma, mas oferecer assuntos que provocassem reflexão e propiciassem treinamento para os estudantes. Entretanto, a simples leitura desses temas podem contribuir de forma significativa para todos que irão realizar o exame em 2014, pois também podem fazer parte das questões da prova objetiva.
Segue os 22 temas para se preparar para a redação do Enem:
  • Crise na Ucrânia e seus desdobramentos
  • O legado da copa do mundo de 2014
  • A tecnologia como meio para a educação
  • 50 Anos do Golpe de 1964
  • A importância do Marco Civil da Internet
  • A participação do jovem como agente transformador na sociedade
  • Eleições 2014
  • Olimpíadas 2016: O esporte como ferramenta de inclusão social
  • Consumo de álcool entre os adolescentes
  • Consumismo e ostentação
  • Grandes eventos esportivos no Brasil
  • Os efeitos da Lei Maria da Penha
  • Analfabetismo funcional no Brasil
  • Bullying nas escolas
  • Desigualdade entre homens e mulheres no Brasil
  • Os limites do humor
  • Manifestações populares
  • Destino do lixo no Brasil
  • Os casos da mobilidade urbana
  • Desafios da saúde pública brasileira
  • Redução da maioridade penal
  • Água e crise no sistema hídrico
  • Crise energética
  • Vacina contra o vírus do HPV
  • Crise energética
Dois pontos são importantes para conseguir escrever uma boa redação no dia do exame: Treinamento (escrevendo pelo menos uma redação por semana) e muita leitura (pois os temas sempre trazem uma problemática social e bastante atual).
Fonte: canaldoensino.com.br

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Produção de dissertações para o 2º ano do ensino médio

1º: O conflito entre gerações e a convivência social

   A convivência entre diferentes é, quase sempre, um problema. Isso também ocorre quando a diferença envolve faixa etária, uma vez que grupos de variadas gerações podem possuir valores e interesses muito distintos. O jovem, por exemplo, visto muitas vezes como um "rebelde sem causa", que age de modo inconsequente e tanto desafia os limites de instituições tradicionais, como a família e a escola, é, por outro lado, o mesmo que tem sido caracterizado historicamente como um revolucionário, aquele que se levanta contra uma situação estabelecida. São também os representantes das novas gerações, mais adaptadas às mudanças tecnológicas, que têm promovido grandes avanços nas relações de trabalho do mundo contemporâneo. Pensando nisso, questionamos: Como se caracteriza o convívio social entre gerações atualmente no Brasil e no mundo? Escreva um dissertação sobre o tema proposto.

2º: Que fazer para a Copa do Mundo de 2014 beneficiar o Brasil?

   Desde 2007, quando a FIFA anunciou o Brasil como sede oficial da Copa do Mundo de 2014, a polêmica começou: estamos preparados para sediar um evento mundial desse porte? Será que tanto investimento valerá a pena? Mesmo diante das controvérsias, o brasileiro tem acompanhado com ansiedade os preparativos para essa grande festa do esporte que acontecerá daqui a três anos: construção e reforma de estádios, obras de infraestrutura... Apesar de muita gente ser contra a Copa no Brasil, esse é um fato já decidido. Assim, o necessário agora é descobrir a melhor forma de fazer a Copa do Mundo de 2014 ser proveitosa para a economia e a sociedade brasileira. Por isso, queremos saber sua opinião para a seguinte questão: O que deve ser feito para que a Copa do Mundo de 2014 traga bons frutos ao país? Elabore um texto dissertativo, que responda à questão acima. 

3º: Por que causas o jovem tem se mobilizado atualmente no Brasil?

   As novas tecnologias ampliaram muito a capacidade de comunicação dos grupos sociais, que passaram a ter mais facilidade para se organizar. Os jovens, em especial, têm se destacado em vários lugares do mundo pela forte participação em protestos por causas diversas. No Brasil, o movimento estudantil já teve grande papel na luta por direitos sociais, principalmente durante os anos de ditadura, porém, um episódio recente dividiu a opinião da sociedade sobre os ideais que fundamentam os movimentos estudantis hoje. O fato é que, no dia 8 de novembro, setenta e dois estudantes foram detidos durante a desocupação da reitoria da USP (Universidade de São Paulo). A ocupação, em protesto contra a presença da polícia militar no campus, foi uma reação à detenção de três alunos que fumavam maconha no estacionamento da faculdade. Os manifestantes, no entanto, alegaram que o motivo dos protestos era político. O contexto político mudou, vivemos em um estado democrático e o acesso à universidade tornou-se mais popular. Nesse novo contexto, queremos que você analise qual é o papel dos movimentos estudantis. Desenvolva uma dissertação argumentativa que responda a seguinte questão: Por que causas o jovem tem se mobilizado atualmente no Brasil?

4º: Qual a relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida?

   A educação costuma ser apontada como um dos principais direitos sociais, devido aos benefícios que pode proporcionar ao cidadão. Uma recente pesquisa internacional, por exemplo, revelou que quem estuda é mais feliz. Outro argumento muito usado em favor da educação formal são os índices econômicos e trabalhistas, pois quem estuda normalmente ocupa os postos de trabalho mais bem pagos e consegue uma qualidade de vida melhor. Mas há exceções: de Sílvio Santos a Bill Gates, são vários os exemplos de indivíduos que conquistaram sucesso pessoal e profissional sem possuir um diploma universitário, assim como muitos também são os casos de pessoas formadas que não se sentem realizadas. O que você pensa disso? Estudar pode tornar as pessoas mais felizes? Qual a relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida? Escreva um texto dissertativo expondo suas ideias sobre o assunto.
Fonte: educação.uol

Produção de dissertações para 1º ano do ensino médio

1º: Racismo: como virar de vez essa triste página da história?

   Recentemente, a agressão racista sofrida pelo jogador brasileiro Daniel Alves ganhou destaque nos meios de comunicação, devido ao modo bem humorado de o atleta reagir a ele. A Daniel se solidarizou o craque Neymar, que postou uma foto nas redes sociais, e milhares de pessoas, famosas ou anônimas. Manifestações racistas no futebol, infelizmente, não são novidades e não acontecem somente no exterior, mas também aqui no Brasil. Não há dúvida de que o preconceito racial reflete uma mentalidade antiga e supostamente ultrapassada. Remete aos tempos da escravidão, no Brasil ou nos EUA; da segregação no Sul dos Estados Unidos; do extinto Apartheid, na África do Sul; e até mesmo do Nazismo, na Alemanha. Então, por que o racismo continua a se manifestar em pleno século XXI e como combater o problema, de forma a eliminá-lo definitivamente? Considerando seu conhecimento, leituras e debates sobre o assunto, faça uma dissertação argumentativa expondo suas ideias sobre esse grave problema social.

2º: Qual será o legado da Copa do Mundo para o Brasil?

   "A Copa será uma grande oportunidade para acelerar o crescimento e fundamental para o desenvolvimento do nosso Brasil", disse, em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dando o tom da grande expectativa sobre o papel que o torneio poderia ter no país. De lá para cá, muito se falou e tem se falado sobre o que a Copa do Mundo iria legar ou deixar ao Brasil, como você pode ver pelos textos apresentados na coletânea a seguir, que trazem reflexões diferentes sobre o que se poderia chamar de "o legado da Copa". Isso sem falar nos que não acreditam em nenhum legado e protestam contra os gastos para a realização do campeonato. Considerando seu conhecimento sobre o assunto bem como seus próprios conhecimentos sobre o assunto, produza um texto dissertativo-argumentativo apresentando qual, em seu ponto de vista, será o legado que o Brasil vai receber com esse evento esportivo.

3º: A sociedade brasileira e os conflitos no trânsito

   O trânsito nas grandes cidades tem crescido de modo descontrolado nas últimas décadas, fazendo com que o tempo gasto pelas pessoas dentro do carro torne-se, às vezes, insuportável. Uma das piores consequências disso é o aumento da violência provocada por motoristas: são atitudes de desrespeito ora com o pedestre, ora com os outros condutores. Muitas vezes, o carro é usado como arma nessa luta urbana em que se transformou a difícil convivência entre estressados. São inúmeras as campanhas para incentivar a direção segura, mas, mesmo assim, casos impressionantes de violência no trânsito, incluindo muitas mortes, continuam sendo divulgados pela mídia, todos os dias. Diante dessa realidade, o que pode ser feito para lidar eficientemente com esse problema? Elabore uma dissertação argumentativa sobre o tema, respondendo a questão: É possível reduzir o nível de violência no trânsito brasileiro?

4º:Juventude e alcoolismo: um problema social

   As bebidas alcoólicas pertencem ao grupo das drogas lícitas mais consumidas no Brasil. O comportamento festivo do brasileiro sempre foi regado a muito álcool: caipirinha na praia, cerveja no futebol, coquetel na balada. O problema é que os jovens estão começando a beber cada vez mais cedo. Uma pesquisa da Unifesp sobre o consumo de bebidas alcoólicas por estudantes de ensino médio reacendeu a discussão sobre o tema. Que razões levam o jovem ao consumo de álcool? Quais os problemas decorrentes disso? Por que a lei que proíbe a venda de bebidas a menores de idade não é cumprida? Qual a responsabilidade da família, da sociedade e do governo diante desse problema? Reflita sobre essas questões e elabore uma dissertação argumentativa com o tema: Juventude e alcoolismo: um problema social.
Fonte: educação.uol

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Atividades Orações Subordinadas Turma 311


1. Classifique as orações subordinas substantivas :
a. Eu sei que a poesia está para a prosa / Assim como o amor está para a amizade.
b. Bem se vê que és um selvagem.
c. Tenho certeza de que eu representaria uma fuga imperdoável ao destino
simplesmente humano.
d. Também é bom que o estado de graça demore um pouco.
e. O compositor me disse que eu cantasse distraidamente essa canção.
f. Acontece, também, que pé-de-meia não quer saber de histórias.
g. É verdade que estamos morrendo todos os dias, insensivelmente.
h. Seus olhos doces nada disseram, mas ainda assim convenci-me de que era esse o
problema.
i. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro.
j. E no entanto, eu estava certa de que ninguém subira.
k. Não sei porque os meninos gostavam tanto das máquinas.
l. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno.

2. Classifique as orações adjetivas :
a. Já se avistava o contorno da serra que iriam subir.
b. Procurei o mostrador: do ponto em que me achava não percebia o número.
c. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho.
d. Olhou as sombras movediças que enchiam a campina.
e. Reduzo-me ao pó que fui.

3. Classifique as orações subordinadas adverbiais nos períodos seguintes:
a. Ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar.
b. Como não haviam combinado, uns cantavam em português e outros em inglês.
c. Não, meu coração não é maior do que o mundo.
d. Gente honesta, se for homem, deve ser José; se for mulher, deve ser Maria.
e. Quantas noivas ficaram por casar para que fosses nosso, ó mar!
f. Não foi despedido, como pedia então; meu pai já não podia dispensá-lo.
g. À medida que envelheço, vou me desfazendo dos adjetivos.
h. Moralistas inexoráveis, conquanto lhe confessem o talento, dão-no por um vicioso
miserável.
i. Aquela senhora está com a pele fresquinha que mete gosto.
j. Como caráter, fazia-lhe a mãe grandes elogios, e eram fundados, posto fossem de
mãe.

4. Dê a classificação completa das orações dos períodos seguintes:
a. Às oito horas, indo dar corda ao relógio, resolveu deixá-lo parar a fim de tornar
mais completa a solidão. b. Às oito horas, indo dar corda no relógio, resolveu deixá-lo parar a fim de tornar
mais completa a solidão.
c. Deflagrada a crise, ficara agora alagado, destruído.
d. Sempre tive vontade de ter um relógio desses.
e. O marido fez-lhe um gesto para calar-se.
f. Era o regente da orquestra ensinando a marcar o compasso.
g. Desgostou-se, jurou nunca mais ter galinha na sua vida.
h. Ao voltar para o meu apartamento depois que Regina saiu, o telefone tocou.
i. Está visto que, cessando esta crise, o proprietário se poderia reconstituir e voltar a
ser o que era.
j. A máquina foi programada pelo homem para resolver os problemas que ele criou.

 5. (UFES) A circunstância indicada  não está adequada em:

a. Como se vê, a pesquisa do Dr. Zisman é muito importante. (conformação)
b. Os bebês são considerados pigmeus, desde que não apresentem três quilos de
peso. (condição)
c. Os bebês são tão pequenos, que são considerados pigmeus. (consequência)
d. Caso eu saiba a causa de seu choro, eu lhe darei atenção. (causa)
e. Ainda que sejamos um país subdesenvolvido, não podemos aceitar que nasçam
tantas crianças subnutridas. (concessão)

6 (FUVEST-SP) As orações subordinadas destacadas abaixo são, respectivamente:

“Sei que esperavas desde o início
que eu te dissesse hoje o meu canto solene.
Sei que a única alma que eu possuo
é mais numerosa que os cardumes do mar” (Jorge de Lima)


Turma 311 - Orações Subordinadas

Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.
Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais

Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.

 Classificação 

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplo:
- É preciso que o grupo melhore.
2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplo:
- A dúvida é se você virá.
3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplo:
- Nós queremos que você fique.
4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplo:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplo:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplo:
- Toda a família tem a mesma expectativa: que eu passe no vestibular.

As orações subordinadas adjetivas podem ser classificadas em explicativas e restritivas.

 Orações subordinadas adjetivas explicativas:

São aquelas que acrescentam ao antecedente a que se refere uma informação acessória, dispensável ao sentido essencial da frase. As adjetivas explicativas têm como função, à semelhança de um aposto, esclarecer, explicar melhor o termo a que faz referência. Tais orações são separadas na fala por uma pausa, que na escrita é indicada por vírgula. Exemplos:

a) A capital da Bahia, que já foi capital do Brasil, é Salvador.
b) Aquela moça, que esteve aqui ontem, mora em Paris.
c) O policial, que passava naquele momento, prendeu o bandido em flagrante.
d) Meu tio, que é advogado, pode te orientar.
e) O Brasil, que é o maior país da América Latina, é grande também na desigualdade social.
f) Eu, que não estudei nada, fui bem na prova.

 Orações subordinadas adjetivas restritivas:

São aquelas que restringem, limitam, precisam a significação do termo a que se refere, sendo, portando, indispensáveis ao sentido essencial da frase. Em outras palavras, as adjetivas restritivas, restringem a função adjetiva a um grupo, eliminando demais possíveis interpretações. Exemplos:

a) Os jogadores que são mais inexperientes não recebem salário.
b) Os artistas que não participaram da campanha beneficente foram criticados.
c) Os policiais que tinham acordo com traficantes foram desligados da corporação.
d) Ele é um dos rapazes que conhecemos ontem.
e) Há alunos que praticam esporte.
f) Não sei o que vou fazer.


Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais. 

- causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal. 
As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc. 
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou. 

- consecutivas: indicam uma conseqüência do fato referido na oração principal. 
As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc. 
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra. 

- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc. 
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa. 

- concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que, etc. 
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos. 

- conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc. 
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto. 

- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc. 
Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda). 

- finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc. 
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor. 

- temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ...
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa. 

- proporcionais: expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc. 
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho de trabalhar. 

Fonte: Brasil Escola

terça-feira, 17 de junho de 2014

Meu texto da semana

                                   O verdadeiro valor da amizade

   "E que sejamos capazes de amar as pessoas...muito além de precisarmos delas. Muito além do bem que possam nos fazer. Amar apenas... de olhos fechados.”
   Verdade pura e genuína. A amizade, o amor entre as pessoas deveria ser livre de qualquer convenção, sustentada por sentimentos puros, autênticos, essenciais à natureza humana. A amizade deveria sempre ser isenta de constrangimento, deveria ter o campo livre, liberto e cheio de caminhos baseados em companheirismo, solidariedade e respeito. Assim deveria ser hoje e sempre, mas sabemos que não é a realidade que vivemos.
   O que vemos cada vez mais, são pessoas tentando vencer a qualquer custo, não interessa quem está ao seu lado, chegar ao topo é o importante e eu estando bem é o primordial. Isso se ainda não aproveitar o semelhante como escada para subir os degraus da vida. Mas o que é isso? Somos ilhas? Desde quando? Vivemos e sobrevivemos sozinhos?
   Não, não podemos viver só, a natureza humana se encarrega, com o tempo, de nos levarmos para perto de nossos iguais, para vivermos a chamada vida em sociedade, com alegria e satisfação de poder nos ajudar e compartilhar nossas conquistas e é aí que entra a verdadeira, inesquecível  e  insubstituível  amizade, que quando carrega esses atributos é para a vida toda.
   Você já parou para analisar...quantos amigos você tem? Eu disse AMIGOS. Ou são apenas conhecidos?
   Existem pessoas que conhecemos a vida toda, convivemos, contamos algumas coisas, ouvimos outras, mas...na hora que realmente precisamos o chamado “ombro amigo”, a ajuda, o apoio, ou simplesmente ter alguém ao nosso lado, onde estão esses “amigos”?
 Digo que estão todos atarefados, cheios de seus próprios problemas, envolvidos na sangria desatada da vida moderna e não conseguem ou não querem tirar um tempo para ajudar o próximo, estão fazendo tantas coisas juntas que não lembram de dar auxílio, proteção ou ser o sustentáculo do chamado “amigo da vida toda”, poxa vida...esse não é o amigo, esse é o conhecido.
  Amigo, todos sabem, e não é bordão, é aquele que está junto com você, nos momentos bons e, sem faltar, nos momentos difíceis, acontece muitas vezes de deixar os afazeres de lado e ir ao encontro do outro, oferecer sua ajuda, sua assistência, seu amparo, sentar ao lado do que sofre, escutar, abraçar ou ficar lá quietinho...e agora? Repensou? Quantos VERDADEIROS AMIGOS você tem?
   Talvez você chegue a conclusão de que tem muitos amigos, isso é bom e você é feliz nesse quesito, tente sempre e cada vez mais manter-se assim cercado deles, ah...e vai sempre fazendo uma prece para que nada de muito grave aconteça com você e afugente seus “camaradas”. E tem também o outro lado...talvez você que esteja lendo esse texto diga: é tenho poucos amigos, conto nos dedos da mão.
   Não fique triste. Não é o número que importa, com certeza você já ouviu falar que não é a quantidade o relevante e sim a qualidade, talvez esse um, dois, três amigos que você tenha seja o suficiente para te amparar nos momentos em que sua cruz esteja muito pesada, agradeça, pois  ter e ser amigo, sem sombra de dúvidas requer muitas qualidades, não é para qualquer um, por vezes se faz necessário abrir mão de momentos para si para ir até o outro e esse amparo faz parte dos momentos que serão guardados até a eternidade.


Autora: Roseli da Rosa Vianna
Texto publicado em 17/06/2014 no site http://www.radionova104.com/ 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Como melhorar seu vocabulário

  Para construir um bom texto, expressar-se adequadamente ou mesmo ter alto poder de interpretação de texto, é essencial que tenhamos um bom vocabulário. Ter um vocabulário amplo é como ter um glossário de palavras e expressões dentro da própria cabeça. Mais do que conhecer  vocábulos diferentes, é necessário saber empregá-los, saber seus sinônimos, descobrir qual se encaixa melhor na ideia que você quer passar. Mas, como ninguém nasce sabendo, o nosso vocabulário vai sendo formado ao longo da vida, e existem alguns meios de tornar o seu dicionário pessoal mais amplo e eficaz.



Ler muito


   A leitura só traz benefícios, e com relação ao vocabulário não seria diferente. Ler é uma ótima forma de desenvolver o cérebro, a capacidade de interpretação, além de ajudar no armazenamento de informações importantes – e os vocábulos estão inclusos nessas informações importantes. O mais interessante é ler obras diferentes, veículos diferentes, para ter contato com diversos tipos de discurso e palavras. Por exemplo, ler obras clássicas nos coloca em contato com uma série de palavras que não fazem parte do nosso cotidiano – e isso nos torna capazes de compreender informações escritas das mais variadas formas.


Conversar com pessoas diferentes


   A sua vivência  também pode contribuir para o enriquecimento do seu vocabulário. Relacionar-se com pessoas diferentes, com experiências e origens diferentes das suas te coloca em contato com vocábulos que não são comuns para você, e isso é enriquecedor.

Escrever bastante


  Como qualquer outra atividade que exija desempenho da nossa memória, para manter o nosso vocabulário amplo em pleno funcionamento, é preciso utilizá-lo. E a melhor forma de fazer isso é escrevendo. Além de exercitar o que você já sabe, ao escrever você estimula o seu cérebro a compreender as derivações das palavras, utilizar sinônimos, além de fixar os vocábulos na memória.

Pesquisar


  A pesquisa precisa ser constante. É importante saber o significado das palavras, as melhores aplicações, os sinônimos e, principalmente, a grafia correta das mesmas. Escrever corretamente é imprescindível.
  Ter um bom vocabulário permite que você construa textos mais ricos, interessantes e fáceis de ler. Permite também que você seja mais eloquente, se expresse mais facilmente e consiga expor e defender seus pontos de vista. Leia, escreva, converse e pesquise, seu vocabulário agradece.

Fonte: http://www.infoescola.com/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vícios de linguagem

Qualquer desvio das normas gramaticais pode ser considerado um vício de linguagem.

Barbarismo


Pronúncia
 É o desvio relativo à palavra. É quando grafamos ou pronunciamos uma palavra que não está de acordo com a norma culta. Pode ser:
- Pograma (o certo seria programa)
- Rúbrica (o certo seria rubrica)
Grafia 
- Etmologia (o certo seria etimologia)
- Advinhar (o certo seria adivinhar)
- Seguimentos (o certo seria segmentos)
- Maizena (o certo seria maisena)
Morfologia 
- Quando eu pôr o vestido 
Semântica 
- Assim que chegaram à metrópole, absolveram a poluição (o certo seria absorveram)
Estrangeirismos 
- Show, menu, know-how, hall.

Solecismo

É o desvio em relação à sintaxe. Pode ser:
De concordância 
- Haviam pessoas. (o certo seria havia)
- Fazem dois meses. (o certo seria faz)
- Faltou muitos alunos. (o certo seria faltaram)
De regência
- Obedeça o chefe. (o certo seria ao chefe)
- Assisti o filme. (o certo seria ao filme)
De colocação 
- Tinha ausentado-me.
- Não espere-me.

Cacófato

É o som desagradável, obsceno.
  • Hilca ganhou.
  • Vou-me já.
  • Ele marca gol.
  • Boca dela.

Eco

Repetição desagradável de terminações iguais.
  • Vicente já não sente dores de dente tão freqüentemente como antigamente quando estava no Oriente.
OBS: O eco na prosa é considerado um vício, um defeito. Já na poesia é o fundamento da rima.

Colisão

Aproximação de sons consonantais idênticos ou semelhantes.
  • Sua saia saiu suja da máquina.

Hiato

Aproximação de vogais idênticas
  • Traga a água.
  • Trago o ovo.
É o duplo sentido.
  • O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo.

Preciosismo

Exagero da linguagem.
  • Na pretérita centúria, meu progenitor presenciou o acasalamento do astro-rei com a rainha da noite.
(ou seja: No século passado, meu avô presenciou um eclipse solar.)

Arcaísmos

Uso de expressões que caíram em desuso.

Gerundismo

Utilização desnecessária do gerúndio.

Plebeísmo

Qualquer desvio que caracteriza a falta de instrução. As gírias são um bom exemplo de plebeísmo.

Pleonasmo

Repetição desnecessária de uma expressão.
  • Criar novos...
  • Hemorragia de sangue
  • Subir para cima
  • Panorama geral
  • Antecipar para antes

Fonte:http://www.infoescola.com/