Muitas palavras ou expressões da Língua Portuguesa causam dúvidas ao falante, “onde” e “aonde” são exemplos disso. Isso acontece porque a língua coloquial é uma variante espontânea, que não se detém ao uso das regras, sendo utilizada em situações informais.
Quando o contexto pede formalidade, seja na escrita ou na fala, o adequado é usar a língua culta, que é regida pela gramática normativa (padrão da língua). Entretanto, muitas pessoas desconhecem as regras da norma culta e, por isso, utilizam onde e aonde sem o menor critério. Sendo assim, para não ocorrer “problema”, é preciso conhecer as regras para poder utilizá-las. Vejamos:
Onde = lugar em que/ em que (lugar). Indica permanência, o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Complementa verbos que exprimem estado ou permanência e que normalmente pedem a preposição em:
- Onde estás? - Em casa.
- Você sabe onde fica o Sudão? - Na África.
- Onde moram os sem-terra?
- Não entendo onde ele estava com a cabeça quando falou isso.
- De onde você está falando?
- Não sei onde me apresentar nem a quem me dirigir.
- Aonde você vai todo dia às 9 horas? - A Brusque.
- Sabes aonde eles foram? - Ao cinema.
- A mulher do século 21 sabe muito bem aonde quer chegar.
- Não sei aonde ou a quem me dirijo.
- Aonde nos levará tamanha discussão?
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