sábado, 28 de dezembro de 2013

Poema do dia

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Uso dos porquês

HÁ QUATRO OCORRÊNCIAS DOS PORQUÊS:
1) POR QUE (separado e sem acento): usado nas frases interrogativas, diretas (no início da frase); ou indireta (no meio da frase); sinônimo “por qual razão/motivo” ou apenas “pelo(a) qual”
Exemplos:
Por que você não vai ao cinema? (por qual razão/motivo)
Gostaria de saber por que você não foi à aula. (por qual razão/motivo)
Não sei por que não quero ir. (por qual razão/motivo)
O susto por que passei me abalou. (pelo qual)
2) POR QUÊ (separado e com acento): usado nas frases interrogativas diretas em fim de frase ou sozinho (com ponto de interrogação depois)
Exemplos:
Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
3) PORQUE (junto e sem acento): sinônimo de pois, uma vez que (…).
Exemplos:
Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova.
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo.
4) PORQUÊ (junto e com acento): funciona como substantivo, pode ser acompanhado de artigo, de numeral ou ir para o plural, tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos:
O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo.
Dê-me porquês para continuar aqui.
Quero dez porquês para ir à festa.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Dicas de Ortografia

Quando usar S, SS, Z, X...

Para a NOOOOSSA TRISTEZA, não existe nenhuma mágica para aprender a usar corretamente o S, SS, Ç, etc... senão a própria DECOREBA.


Não se preocupe, pois são apenas umas 30 regrinhas para você decorar:


TUDO ISSO?!


USA "S"

1) O S com som de Z aparece entre duas vogais: casa, liso, lesão, asa, vaso, uso, tosa, etc...

Obs: no caso de ESA e EZA, escreveremos EZA caso a palavra derive de um adjetivo. Exemplos:

Triste - tristeza
Safado - safadeza
Nobre - nobreza
Esperto - esperteza
Duro - dureza

2) Palavras terminadas em OSO e OSA: deliciosa, gostoso, apetitoso, carinhosa, horroroso.
exceção: gozo

3) Palavra derivada de outra grafada com S:
Análise - analisar, analisando, analisado, etc...

4) Nas conjugações de "pôr" e "querer": puser, pusemos, quisesse, quisemos, quis

5) Depois de ditongos: coisa, lousa, Neusa, 

6) Palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, ISA, OSE: frase, osmose, crise, lactose, tese.
exceções: gaze e deslize

7) Palavras derivadas de verbos terminados em ERTER, ERTIR, CORRER, PELIR, NDER, NDIR:  inversão (inverter), diversão (divertir),  concurso (concorrer), expulso (expelir), defesa (defender), fusão (fundir)

8) Usa-se "s" no sufixo INHO quando a letra fizer parte do radical de origem. Caso contrário, usa-se "z": Teresinha (Teresa), casinha (casa), mulherzinha (mulher), pãozinho (pão). 




USA "S" OU "Z"

1) Usa-se ISAR se a palavra de origem for escrita com S: analisar (análise), pesquisar (pesquisa), improvisar (improviso). Caso contrário, se a palavra de origem não for escrita com S, usa-se IZAR: aterrorizar (terror), economizar (economia), modernizar (moderno, modernidade)


2) Sufixos ÊS e ESA  na formação de palavras que indicam, profissão, nacionalidade o títulos de nobreza: chinês, francesa, poetisa, profetisa, marquesa, marquês, baronesa, burguês, inglesa, etc...
exceção: juíza (feminino de "juiz", que se escreve com "z")

Sufixos EZ e EZA quando forem substantivos abstratos originados de adjetivos (indicarem qualidade): limpeza (limpo), sutileza (sutil), boniteza (bonito), tristeza (triste), timidez (tímido).


3) Derivadas de palavras escritas com S são escritas com S: visitante (visita), casar (casamento),parasitar (parasita), paralisar (paralisia).
Derivadas de palavras escritas com Z são escritas com Z: enraizar (raiz), realizar (realização). 

USA "SS"

1) Derivados de verbos terminados em DIR, TIR, MIR, TER, DER: agredir (agressão), permitir (permissão), imprimir (impressão), remeter (remissão), conceder (concessão)

2) Superlativos sintéticos : lindíssimo, belíssima, felicíssimo, fortíssimo 

3) Pretérito imperfeito do subjuntivo dos verbos: se eu colhesse, se tu colhesses, se ele colhesse, se nós colhêssemos, se vós colhêsseis, se eles colhessem. 

4) Palavras compostas onde se dobra o "s": mini + saia = minissaia; homo + sexual = homossexual, pluri + significação = plurissignificação. 

5) Derivados de palavras terminadas em CEDERPRIMIR, GREDIR, METER: excesso (exceder), concessão (conceder), impressão (imprimir), depressão (deprimir), progresso (progredir), agressão (agredir), compromisso (comprometer), promessa (prometer), 

USA "XS" ou "XC"

Em dígrafos que tem o mesmo som de "SS": excêntrico, excedente, exsudar.

USA "SÇ"

Na conjugação de determinados verbos: nascer (nasço, nasça), descer (desço, desça), etc...

USA "Ç"

1) Palavras terminadas em ESCER ou ECER: anoiteça (anoitecer), aconteça (acontecer), desça (descer) 

2) Palavras de origem árabe, indígena ou africana: paçoca, muçulmano, mçanga

3) Palavras derivadas de primitivas grafadas com "ç": embaçar, embaçado, embaçou... 

4) Palavras derivadas de primitivas terminadas em TO: canção (canto), exceção (exceto), junção (junto)

5) Palavas terminadas em ÇÃO derivadas do verbo TER, terminadas em TOR ou em TIVO: detenção (deter), contenção (conter), manutenção (manter), infração (infrator), redação (redator), seção (setor), introspecção (introspectivo), intuição (intuitivo), relação (relativo)

6) Palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência "R": educação (educar), importação (importar), fundição (fundir)

7) Após ditongo quando tiver som de "s": eleição


USA "X"

1) Depois de ditongo: caixa, peixe

2) Depois da sílaba inicial EN ou ME: enxaqueca, enxurrada, mexer, mexilhão

exceções: encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados
exceções: mecha e seus derivados

3) Palavras de origem indígena ou africana: xavante, xangô 

USA "CH"

1) Palavras derivadas de primitivas que tenham o CH: enchoçar (choça)


Palavras escritas com SC
abscesso, abscissa, adolescente, adolescência, arborescer, ascendente, ascensão, acréscimo, condescendente, consciência, crescer, descender, descendente, descer, discente, discernir, disciplina, discípulo, fascículo, fascinar, florescer, intumescer (inchar), imprescindível, irascível, isósceles, juvenescer, miscigenação, nascer, obsceno, oscilar, piscina, plebiscito, prescindir, rejuvenescer, reminiscência,rescisão, ressuscitar,suscitar, suscetível, transcender, víscera


Palavras escritas com XC:
exceção, exceder, excelente, excepcional, excesso, exceto,excetuar, excipiente, excitar



Fonte: Gramática online

Resumo do livro Os Miseráveis de Victor Hugo - Leitura do 3° ano

                                                       Os Miseráveis


              O romance “Os miseráveis” é muito comovente e emocionante. Pois narra a triste história de Jean Valjean, um homem muito pobre que para salvar a família da fome é forçado a roubar um simples pão. Desde então é condenado e preso pela polícia. Porém, quando está terminando de cumprir a pena ele foge e acaba sendo condenado novamente. Fez isso algumas vezes e infelizmente passou 19 anos preso por ter roubado apenas um pão.
               Ao ganhar a liberdade ele sai na cidade à procura de um lugar para dormir e se alimentar. Entretanto, é expulso de todas as hospedarias, pois os donos o consideravam como um dos piores bandidos já existentes. Com frio e fome ele bate à porta da casa de um bispo que o acolhe com dedicação, por mais que soubesse de quem se tratava. Jean Valjean rouba castiçais e alguns talheres do bispo. Mas, logo depois é pego pela polícia que o leva até a casa do bispo. Este por sua vez, mente dizendo que havia dado os objetos para o hospede e o perdoa.
             Arrependido, Jean Valjean percebe o quanto é hipócrita e decide praticar a honestidade e o bem ao próximo. Na Alemanha ele se torna prefeito e dono de uma fábrica. Embora fosse rico sempre foi procurado da justiça pelo inspetor Javert. Um homem muito severo e dedicado à profissão que exercia. Porém Jean sempre escapava das emboscadas, pois era habilidoso e forte. Quando mudou de identidade e passou a se chamar Madeleine, conheceu uma mulher chamada Fantine. Ela tinha uma filha chamada Cosette, a qual morava com a família dos Thénardier, pois sua mãe não tinha condições financeiras para criá-la. Cosette trabalhava na casa dos Thénardier como se fosse uma escrava. Apanhava e era humilhada pelas filhas do casal. No entanto, sua mãe não sabia. Certo dia Fantine faleceu e Jean Valjean como havia prometido para ela foi à busca de Cosette. Chegando lá, leva a menina para morar consigo. Jean passou a criar Cosette e a considerá-la como filha, oferecendo-lhe carinho e amor paterno.
             Cosette com o tempo conheceu um rapaz com o qual se casou anos depois. Seu pai adotivo Jean, passou a morar sozinho. De tempos em tempos, era visitado pela filha e o marido. Contudo a ausência da filha durante alguns meses o fez adoecer fortemente. Sabendo disso Cosette foi visitá-lo. Porém, ao chegar lá, ele estava quase morrendo. Mas, com a presença da filha sentiu-se aliviado e morreu em seus braços.
          Em seu túmulo estava apenas escrito em uma pedra sem identificação a seguinte frase: “Ele dorme. Embora a sorte lhe tenha sido adversa. Ele viveu. Morreu quando perdeu seu anjo; Partiu com a mesma simplicidade; como a chegada da noite após o dia”.

                                    Biografia do autor


             Victor Hugo nasceu em 26 de fevereiro de 1802 e faleceu em 1885, na França. É considerado o principal nome do romantismo francês. Escreveu muitos poemas e romances lembrados até hoje. Entre eles, O Corcunda de Notre Dame e Os trabalhadores do mar. A obra de Victor Hugo supera seu tempo. Retrata com profundidade a condição humana e todos os níveis da sociedade, dos nobres aos excluídos. Suas personagens possuem vida própria, pois são capazes de denunciar a miséria, a falta de justiça e a necessidade de construir um mundo melhor.






   
Fonte: Blog Vida Estudantil

sábado, 21 de dezembro de 2013

Lista de leitura obrigatória/2014 - 3º ano

3ºano do Ensino Médio - Escola Rocha Pombo

* Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa
* Os Miseráveis - Victor Hugo
* Vidas Secas - Graciliano Ramos
* Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto
* Capitães de Areia - Jorge Amado
* Clarissa - Érico Veríssimo
* Os Sertões - Euclides da Cunha
* Cidades Mortas - Monteiro Lobato
* Macunaíma - Mário de Andrade
* O Homem Nu - Fernando Sabino
* Os Ratos - Dyonélio Machado
* Feliz Ano Novo - Rubem Fonseca

Lista de leitura obrigatória/2014 - 2º ano


 2º ano do Ensino Médio - Escola Rocha Pombo

* Iracema - José de Alencar
* O Ateneu - Raul Pompéia
* O Mulato - Aluízio Azevedo
* A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
* O Guarani - José de Alencar
* Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
* O Cortiço - Aluízio Azevedo
* Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
* O Primo Basílio - Eça de Queirós
* Luzia-Homem - Domingos José Olímpio
* Dom Casmurro - Machado de Assis
* Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida

Uso de Onde e Aonde

Muitas palavras ou expressões da Língua Portuguesa causam dúvidas ao falante, “onde” e “aonde” são exemplos disso. Isso acontece porque a língua coloquial é uma variante espontânea, que não se detém ao uso das regras, sendo utilizada em situações informais.
Quando o contexto pede formalidade, seja na escrita ou na fala, o adequado é usar a língua culta, que é regida pela gramática normativa (padrão da língua). Entretanto, muitas pessoas desconhecem as regras da norma culta e, por isso, utilizam onde e aonde sem o menor critério. Sendo assim, para não ocorrer “problema”, é preciso conhecer as regras para poder utilizá-las. Vejamos:
 Onde = lugar em que/ em que (lugar). Indica permanência, o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Complementa verbos que exprimem estado ou permanência e que normalmente pedem a preposição em:
  • Onde estás? - Em casa.
  • Você sabe onde fica o Sudão? - Na África.
  • Onde moram os sem-terra?
  • Não entendo onde ele estava com a cabeça quando falou isso.
  • De onde você está falando?
  • Não sei onde me apresentar nem a quem me dirigir.
Aonde = a que lugar. É a combinação da preposição a + onde. Indica movimento para algum lugar. Dá ideia de aproximação. É usado com os verbos ir, chegar, retornar e outros que pedem a preposição a. Exemplos:
  • Aonde você vai todo dia às 9 horas? - A Brusque.
  • Sabes aonde eles foram? - Ao cinema.
  • A mulher do século 21 sabe muito bem aonde quer chegar.
  • Não sei aonde ou a quem me dirijo.
  • Aonde nos levará tamanha discussão?

Essa crônica de Arnaldo Jabor é imperdível, leia você vai gostar!!

                                                     Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor

Dicas de Ortografia

Uso de J e G


  • Grafam-se com J as palavras de origem indígena, africana e árabe:
       jiboia, Moji, pajé, jacaré, canjica, alfanje, alforje.

      Exceções: álgebra e Sergipe.

  • Grafa-se com G a terminação -GEM:

       bagagem, paisagem, garagem, friagem, viagem (substantivo).


       Exceções: pajem, lambujem e viajem (verbo).

Ser educador é mágico

Texto de Opinião


Quando olho para trás e relembro minha vida como professora, vislumbro um caminho por vezes difícil, e se for analisar profundamente, diria até que tortuoso, mas quando vem a minha mente a imagem de meus muitos alunos, isso se torna obsoleto e surge uma felicidade plena e que toma conta de mim, é algo inexplicável, é um sentimento incomparável, que somente eu consigo descrever.

Muitas e muitas vezes encontro ex-alunos, com suas esposas, esposos, filhos, trabalhando, morando no interior, no exterior, e os olhares são sempre os mesmos, com um grande brilho e um enorme sorriso, melhor ainda, com uma palavra que considero mágica: PROFEEEEE... essa alegria não tem preço, esse sentimento é único, o abraço, as histórias, o momento do reencontro é sublime.

Durante todos esses anos que sou professora, muitos acontecimentos eu vivi, algumas conquistas, perdas, afetos, desafetos, mas quando, nesses momentos eu parava e olhava para o lado, sempre estava lá algum aluno, muitos caminharam comigo, viveram o que vivi, sentiram o que senti...estavam lá para me abraçar, falar, chorar, ou simplesmente ficar lá, parado me olhando, compartilhando comigo a dificuldade ou a conquista do momento.

Penso muito em tudo isso, na relação professor/aluno, isso é algo que denota magnitude. Poucos tem a sensibilidade para saber que basta apenas um olhar para o entendimento. Muitos perguntam como é possível que pessoas que convivem poucas horas por dia conseguem manter essa reciprocidade...digo que são momentos singulares, uma convivência deslumbrante, é claro que surgem situações que precisam ser resolvidas, mas o respeito impera e é sempre mútuo, são momentos usados para a aprendizagem e troca de experiências, posso afirmar que sou feliz com os resultados que surgem através dos anos, vejo alunos meus se dando muito bem, trabalhando, vivendo, sentindo tudo o que a vida oferece e da melhor maneira possível.. 

Sei que faço parte de tudo isso e que amo, amo muito o que faço, sonho e quero que meus alunos consigam, em um futuro bem próximo, serem bons profissionais, pessoas de bem, que encarem a vida com responsabilidade, que consigam perceber porquê aqui estão, que deixem suas marcas e que usem o tempo de escola e de convívio com seus professores para o lado positivo. Sei que esse tempo jamais se esquece, que será relembrado e falado por muitos, muitos anos em suas vidas.

Sinto saudades de meus alunos... e esse sentir é profundo, verdadeiro, incomparável, e a cada passar de ano tenho mais certeza que ser professora é tudo o que sempre quis, nada, mas nada mesmo, apesar das dificuldades encontradas na educação, supera a alegria de poder aprender e ensinar...

Alguns podem chamar de demagogia esses sentimentos, mas eu classifico como AMOR.

Feliz Natal e próspero Ano Novo a todos que fazem ou fizeram parte de minha vida.

                                                                      Roseli da Rosa Vianna
                                                                      Professora de Língua Portuguesa e Literatura
                                                                      Escola Estadual de Ensino Médio Rocha Pombo     


Poema do dia

              Ausência

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."

Carlos Drummond de Andrade