terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Coletânea de textos

Para ler e pensar:

Clarice Lispector
“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
– E daí? Eu adoro voar!
Não me deem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”

“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. tranquilidade, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.”
“É curioso não saber dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”
Martha Medeiros
“Eu sou feita de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos. Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, atos por impulsão. Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci. Eu sou amor e carinho constante, distraída até o bastante, não paro por instante. Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas. Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar, pensei em fugir para não enfrentar, sorri para não chorar. Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei. Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo. Mas continuo vivendo e aprendendo.”
“Não gosto que me peçam para ser boa, não me peçam nada, mesmo aquilo que eu posso dar. As relações de dependência me assustam. Não precisem de mim com hora marcada e por motivo concreto, precisem de mim a todo instante, a qualquer hora, sei ouvir o chamado silencioso da amizade verdadeira, do amor que não cobra, estarei lá sem que me vejam, sem que me percebam, sem que me avaliem.”
Fernanda Mello
“Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. Não acho graça em quem não acha graça. Acho chato quem não se contradiz. Às vezes desejo mal. Sou humana. Sou quase normal. Não ligo se gostarem de mim em partes. Mas desejo que eu me aceite por inteiro. Não sou perfeita, não sou previsível. Sou uma louca. Admiro grandes qualidades. Mas gosto mesmo dos pequenos defeitos. São eles que nos fazem grande. Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar. Acho bonito quem tem orgulho de ser gente. Porque não é nada fácil, eu sei. Por isso continuo princesa. Continuo guerreira. Continuo na lua. Continuo na luta. No meio do caos que anda o mundo, aceitar é ser feliz.”
“Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece.”
“Me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?”
“Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E – sem saber – busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir… Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem – na verdade – a gente é.”
Caio Fernando de Abreu
“Tenho uma parte que acredita em finais felizes, em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. Tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade. Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha, metade auto-suficiente.”
“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce.
Quando há sol e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas,se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder.Tudo é tão vago como se fosse nada”

Tati Bernardi
“Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de Perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?”
“Na mulher interessante a beleza é secundária, irrelevante e até mesmo desnecessária. A beleza morre nos primeiros quinze dias, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse de mulher em mulher anunciando: ser bonita não interessa, seja interessante.”
Dói mesmo, eu me apaixono mesmo, sou intensa mesmo, eu me ferro mesmo. Tudo é bom, tudo é vazio, tudo é bom de novo. Viver é um absurdo e não dá pra passar por isso tão ileso.”
Outros Autores
“O tempo nem sempre cura tudo. Tenho feridas que já cicatrizaram, mas que insistem em latejar quando o dia está nublado. Tenho mágoas que já foram superadas, mas se lembro bem, se lembro forte, se penso nelas eu choro. E o choro dói, dói, dói como se fosse ontem. Tenho vontades que nunca passam. Tenho uma tara por chocolate e queijo que nunca saiu de viagem. Tenho mania de escrever em blocos e ter pelo menos dois deles sempre dentro da bolsa. Tenho sentimento de posse, tenho ciúme, tenho medo de perder quem é essencial na minha vida. Tenho medo de me perder, por isso acendo todas as luzes.” (Clarissa Corrêa)
“Sou complexa, sou mistura. Sumo, surto, vou embora, apareço do nada. Odeio a falta de oxigênio das obrigações, encurto conversas bestas, estendo um bom drama. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar. Não me doo, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou isso hoje, amanhã já me reinventei.”
(Isabelle Duarte) Fonte: depoisdosquinze.com 
 

sábado, 1 de novembro de 2014

O Enem está chegando!

    Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está chegando. Será realizado nos dias 08 e 09 de novembro.
    Aqui estão algumas dicas para os alunos que irão realizar esta tão esperada avaliação. Nesta reta final, não é recomendável exagerar nos estudos, ficar sem dormir para estudar e cometer outros excessos. No entanto, não dá para abandonar os cadernos, ainda dá tempo de revisar conteúdos, focar nas disciplinas onde há mais dúvidas, fazer mais simulados e treinar a redação.

Estudo na medida certa

    É indicado estudar até o último instante, é necessário manter o ritmo, mas sem excessos para não correr riscos. O estudante precisa estar no auge na época das provas, mas é preciso lembrar que se ele se esforçar demais, vai se cansar.

    A leitura de jornais e revistas também é fundamental porque ajuda no repertório para produzir as dissertações e responder as questões de atualidades do Enem. A psicopedagoga Ana Cássia Maturano, blogueira do portal G1*, diz que os estudantes precisam nesta reta final "é canalizar tempo e energia para os pontos nevrálgicos (conteúdos com mais dificuldades) ou aqueles cujo peso é maior na pontuação da carreira escolhida." "Nada de se proporem missões impossíveis, como rever todos os resumos ou coisa do tipo", afirma.
    Outra sensação muito comum nesta época, segundo Ana Cássia, é de que o aluno não sabe nada, mesmo com os feedbacks positivos dos simulados. "Para quem estudou isso é um engano. Não temos muita noção do que sabemos sobre algum assunto, mas é muito mais do que imaginamos. O conhecimento será estimulado a vir à tona diante das questões das provas."

Alimentação

    Comer bem faz parte da preparação do vestibulando. Isso significa fazer de cinco a seis refeições por dia, o que inclui café da manhã, almoço, jantar e lanches leves intercalados.Um cardápio equilibrado tem frutas, verduras e legumes e alimentos que podem fortalecer as funções do cérebro, como peixes e linhaça.

Ansiedade

    Além de estudar e se alimentar bem, o estudante precisa controlar a ansiedade. A dica vale ainda para os pais, que acompanham a evolução do filho nos estudos. A psicóloga Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, afirma que uma das principais formas de aliviar a tensão é fazer exercícios de respiração profunda. Para respirar profundamente, o estudante deve fechar os olhos e imaginar que o abdome é uma bexiga vazia. Depois, ele deve inspirar até encher o abdome. Quando estiver cheio, deve parar e expirar pela boca até esvaziar o abdome. Segundo a psicóloga, fazer essa respiração uma vez pela manhã, outra à tarde e outra à noite todos os dias ajuda a eliminar o excesso de ansiedade.

   No dia das provas, chegar com antecedência é fundamental para garantir que o início seja tranquilo. Antes de entrar para a prova, o aluno deve procurar um canto, relaxar, focar no que tem de fazer e se conscientizar do período em que se dedicou para os exames.
   Desejo boa sorte e uma ótima prova a todos!
   Professora Roseli

Texto de Martha Medeiros

                          O que acontece no meio

   “Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.
   No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.
   Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.
   No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.
   Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.
   No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.
Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.
   No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).
Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.
   No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.”

Texto de Martha Medeiros escrito em 11 de Dezembro de 2011 para a Revista O Globo.

Ideias a mil para 2015

Devemos a cada ano repensar nossas práticas pedagógicas e melhorar o que for preciso.
O ano letivo de 2014 está quase chegando ao final e consequentemente devemos planejar o que virá.
Renovação é a palavra de ordem para colaborar no conhecimento dos alunos, e em minhas pesquisas, leituras e procura de novas ideias, surgiu a Webquest, que apresento a seguir e que será adotada em minhas aulas como uma ferramenta para o aprendizado de Língua Portuguesa.

WebQuest é uma metodologia de pesquisa na Internet, voltada para o processo educacional, estimulando a pesquisa e o pensamento crítico. É um modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da Web. O conceito foi criado em 1995 por Bernie Dodge, professor estadual da Califórnia (EUA) tendo como proposta metodológica o uso da Internet de forma criativa. A Webquest é uma atividade investigativa onde as informações com as quais os alunos interagem provêm da internet. Hoje ela conta com mais de dez mil páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros).
 
Navegar na Internet pode ser um processo de busca de informações valioso na construção do conhecimento, gerando um rico ambiente interativo facilitador e motivador de aprendizagem, bem como pode ser um dispersivo e inútil coletador de dados sem relevância que não agregam qualidade pedagógica ao uso da rede, mas com a WEBQUEST, trabalha-se em forma de projetos de pesquisa utilizando a ideia de aprendizagem colaborativa. É um espaço na WEB que irá facilitar e enriquecer o uso da Internet por professores e alunos.
 
 Como organizar uma Webquest:

Sua elaboração
É feita por um professor para ser solucionada por alunos reunidos em grupos.


Seus recursos
Também chamados de fontes, os recursos podem ser livros, vídeos e mesmo pessoas a entrevistar, mas normalmente são sites ou páginas da Web.


Tipos
Bernie Dodge define a Webquest em:
Curta: Leva de uma a três aulas para ser explorada pelos alunos e seu objetivo é a integração do conhecimento.
Longa: Leva de uma semana a um mês para ser explorada pelos alunos em sala de aula e tem como objetivo a extensão e o refinamento de conhecimentos.

A Webquest é constituída de sete seções:
- Introdução - Determina a atividade.
- Tarefa - Informa o software e o produto a serem utilizados.
- Processo - Define a forma na qual a informação deverá ser organizada (livro, vídeos etc).
- Fonte de informação - Sugere os recursos: endereços de sites, páginas da Web.
- Avaliação - Esclarece como o aluno será avaliado.
- Conclusão - Resume os assuntos explorados na Webquest e os objetivos supostamente atingidos.
- Créditos - Informa as fontes de onde são retiradas as informações para montar a webquest, quando página da Web coloca-se o link, quando material físico coloca-se a referência bibliográfica. É também o espaço de agradecimento às pessoas ou instituições que tenham colaborado na elaboração.


Objetivos Educacionais
- O educador moderniza os modos de fazer educação (sincronizado com o nosso tempo/internet).
- Garante o acesso à informação autêntica e atualizada.
- Promove uma aprendizagem cooperativa.


Desenvolver habilidades cognitivas
“Aprendizagens significativas são resultados de atos de cooperação, as WQs estão baseadas na convicção de que aprendemos mais e melhor com os outros do que sozinhos.”

- Favorece as habilidades do conhecer (o aprender a aprender).
- Oportuniza para que os professores de forma concreta se vejam como autores da sua obra e atuem como tal. (acessar, entender e transformar).
- Favorece o trabalho de autoria dos professores.
- Incentivar a criatividade dos professores e dos alunos que realizarão investigações com criatividade.
- Favorecer o compartilhamento dos saberes pedagógicos, pois é uma ferramenta aberta de cooperação e intercâmbio docente de acesso livre e gratuito.


Quem está usando as WQs
Pelo seu aspecto pedagógico, dinâmico, amplo, informativo e investigativo, estimula:
- Professores, Mestres e Doutores das mais diversas áreas e seguimentos.
- Alunos.


Exemplos de WQs
www.vivenciapedagogica.com.br
webquest.sp.senac.br
www.webquest.futuro.usp.br
www.ese.ips.pt/abolina/webquests/bio/biodiversidade.html
www.escolabr.com
www.webquest.futuro.usp.br
www.edukbr.com.br
www.escolanet.com.br
www.iep.uminho.pt/encontro.webquest/workshops.htm
www.livre.escolabr.com/ferramentas/wq/
wqtiete.vila.bol.com.br
wqenergia.vila.bol.com.br


Passos para elaboração de uma Webquest

Planejar
  • Definir o tema
  • Selecionar fontes de informação
  • Delinear a tarefa
  • Estruturar o processo
Formatar
  • Escrever a introdução
  • Escrever a conclusão
  • Inserir o conteúdo no gabarito
Publicar
  • Fazer os acertos finais
  • Publicar a Webquest
Gabaritar
  • Nessa etapa é necessário usar um editor HTML, o que exige conhecimento em informática.
  •  Fonte: Brasil escola
  •   

sábado, 18 de outubro de 2014

Concordância Verbal e Nominal para Turmas 311 e 313

   De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome de concordância à circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de acordo com o substantivo a que se refere (concordância nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito (concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a dúvidas”.
   Então, observamos e podemos definir da seguinte forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo estabelecido entre termos.
   O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o segundo.
   Já a concordância nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e pessoa.

                              Concordância Verbal -  Regra Geral

O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o sujeito, para que a linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com as normas vigentes da gramática. Observe:

1. Eles está muito bem. (incorreta)
2. Eles estão muito bem. (correta)

O sujeito “eles” está na 3ª pessoa do plural e exige um verbo no plural. Essa constatação deixa a primeira oração incorreta e a segunda correta.

Primeiramente, devemos observar quem é o sujeito da frase, bem como analisar se ele é simples ou se é composto.

Sujeito simples é aquele que possui um só núcleo e, portanto, a concordância será mais direta. Vejamos:

1. Ela é minha melhor amiga.
2. Eu disse que eles foram à minha casa ontem.

Temos na primeira oração um sujeito simples “Ela”, o qual concorda em pessoa (3ª pessoa) e número (singular) com o verbo “é”.
Já na segunda temos um período formado por duas orações: “Eu disse” que “eles foram à minha casa ontem”. “Eu” está em concordância em pessoa e número com o verbo “disse” (1ª pessoa do singular), bem como “eles” e o verbo “foram” (3ª pessoa do plural).

Lembre-se que período é a frase que possui uma ou mais orações, podendo ser simples, quando possui um verbo, ou então composto quando possuir mais de um verbo.

Sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo e, portanto, o verbo estará no plural. Vejamos:

1. Joana e Mariana saíram logo pela manhã.
2. Cachorros e gatos são animais muito obedientes.

Na primeira oração o sujeito é composto de dois núcleos (Joana e Mariana), que substituído por um pronome ficará no plural: Joana e Mariana = Elas. O pronome “elas” pertence à terceira pessoa do plural, logo, exige um verbo que concorde em número e pessoa, como na oração em análise: saíram.
O mesmo acontece na segunda oração: o sujeito composto “cachorros e gatos” é substituído pelo pronome “eles”, o qual concorda com o verbo são em pessoa (3ª) e número (plural). 

                         Concordância Nominal


Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo o numeral e o pronome
Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de concordância verbal.

REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. 


CASOS especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.

a) Um adjetivo após vários substantivos
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.

2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.

3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. 


b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.

2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos. 


c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 

d) Pronomes de Tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa santidade esteve no Brasil. 

e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz. 


f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. 


g) É bom, é necessário, é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida. 


h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.

2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.

Comprei caro os sapatos.

i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. 


j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas. 


k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. 


l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade. 


m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia laranja pela manhã. 

n)
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas. 

Fonte Brasil escola

sábado, 4 de outubro de 2014

Para meus alunos das oficinas da escola Rocha Pombo

                   Oficina: Leitura, escrita e interpretação de textos

 

                                  Queridos!!!!

  Achei muito interessante esses sites com jogos educativos e brincadeiras sobre leitura e escrita. Aproveitem e um grande abraço!!!

 

http://www.ed.conpet.gov.br/br/venhaaprender.php
Informações importantes sobre o uso eficiente de energia, recursos naturais, meio ambiente, petróleo, gás natural, energias renováveis e boas dicas de economia de energia.

http://www.ed.conpet.gov.br/br/converse.php
Converse com o robô

http://www.sheppardsoftware.com/mathgames/earlymath/subHarvest.htm
Subtração


http://www.alzirazulmira.com/jogos1.htm
vários (memória, retrato falado, parlendas, cantigas, trava-línguas, etc)


http://www.pedagogia.com.br/jogos/popupJogo.php?jogo=LetraInicial
Letra inicial das figuras


http://www.pedagogia.com.br/jogos.php#

Cruzadinha de frutas


http://www.tvratimbum.com.br/secoes/jogos/
Vários jogos

http://www.tvratimbum.com.br/secoes/jogos/?id=18

Formar palavras


http://www.tvratimbum.com.br/secoes/jogos/?id=38

Separar letras e números


http://www.tvratimbum.com.br/secoes/jogos/?id=19

Jogos de montar


http://www.tvratimbum.com.br/secoes/jogos/?id=17
memória


http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=476
Unidades, dezenas e centenas


http://www.educacaodinamica.com.br/games/jogo_educacional.asp?jogo=material_dourado1
Material dourado - formar números


http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=1539

A cigarra e a formiga


http://www.smilinguido.com.br/jogos/index.php?cmd=page&params=&typeid=0&page=1&gotopage=2&items_per_page=5
Vários jogos Smilinguido

http://www.smilinguido.com.br/jogos/jogo.php?id=16
Pintar as figuras do Smilinguido


http://www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu/ca/contar1.html
Contando

http://www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu/ca/index_ca.htm
Vários jogos

http://drkaos.psico.ufrgs.br/jogos/grafitti.html
Grafitar o que quiser


Fonte: educarcrianca.com.br

Trabalho sobre a obra "Amor de Perdição" para Turma 211

   Camilo castelo Branco conquistou fama com a novela passional Amor de Perdição. Bem ao gosto romântico, a característica principal da novela passional é o seu tom trágico. As personagens estão sempre em luta contra terríveis obstáculos para alcançar a felicidade no amor. Normalmente, essa busca é frustrante. Mesmo quando os amantes ficam juntos, isso é conseguido a custa de muito sofrimento. Os direitos do coração, frequentemente, vão de encontro aos valores sociais e morais. 

 Após a leitura da obra sugerida, responda as seguintes questões:

                                                                  OBS: Entregar dia 13/10

   Leia com atenção o trecho a seguir, extraído do último capítulo de “Amor de Perdição”, de CAMILO CASTELO BRANCO:

            “Viram-na, um momento, bracejar, não para resistir à morte, mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços.  O comandante olhou para o sítio donde Mariana se atirara, e viu, enleado no cordame, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis, que os marujos recolheram na lancha.”

Questão 1. Na novela AMOR DE PERDIÇÃO, de Camilo Castelo Branco,

a) Simão ficou indeciso entre o amor de Mariana e o de Teresa.
b) Simão rejeitou a oportunidade que lhe foi oferecida para livrar-se do desterro.
c) a apresentação do pai e de suas origens justifica o orgulho que a família de Simão ostenta.
d) o autor revela grande respeito pelas instituições religiosas de seu tempo.
e) Ritinha, irmã mais nova de Simão, abandonou a família para apoiá-lo em suas dificuldades.

Questão 2. É uma característica da obra de Camilo Castelo Branco:

a) a influência rica em sua poesia de símbolos, imagens alegóricas e construções.
b) a oscilação entre o lirismo e o sarcasmo, deixando páginas de autêntica dramaticidade, vibrando com personagens que comumente intervêm no enredo, tecendo comentários piedosos, indignados ou sarcásticos.
c) a busca de uma forma adequada para conter o sentimentalismo do passado e das formas românticas.
d) o fato de deixar ao mundo um alerta sobre o mal-estar trazido pela civilização moderna e industrializada.
e) o apego ao conto como principal realização literária, através do qual se tornou um dos autores mais respeitados na literatura portuguesa.


Questão 3. Assinale a opção em que todos os elementos caracterizam a poesia romântica brasileira, respectivamente, em suas três gerações ou fases.

a) lndianismo, melancolia, preocupação social.
b) Nacionalismo, autocompaixão, ambiência lúgubre.
c) Preocupação formal, subjetivismo, morbidez acentuada.
d) Imaginação criadora, engajamento político, inspiração clássica.
e) Natureza, pessimismo, cientificismo.

Questão 4. Assinale a alternativa em que a característica apresentada NÃO pode ser atribuída à poesia romântica brasileira.

a) impessoalidade e objetividade
b) idealização da mulher
c) apego à natureza
d) atmosfera noturna e misteriosa
e) presença da morte


Questão 5. Assinale a alternativa INCORRETA sobre ‘Amor de Perdição’.

a) Os fatos se encadeiam até atingir o final feliz, característico da literatura romântica.
b) Trata-se de uma novela passional narrada em terceira pessoa.
c) A base da narrativa se estabelece na relação amorosa entre Simão Botelho e Teresa Albuquerque.
d) É uma espécie de Romeu e Julieta português, em que a relação amorosa de dois jovens é impedida por questões familiares.
e) Seus personagens principais são típicos heróis românticos.

Questão 6.  Pode-se dizer que Teresa e Mariana, embora de maneira diferentes, encarnam personagens tipicamente românticas? Por quê?

Questão 7.  Que tipo de narrador há no texto? Qual é a atitude dele diante dos fatos que está narrando?

Questão 8.  Porque Amor de Perdição é considerado um romance passional?

Questão 9. O trecho abaixo descreve o comportamento social esperado de um indivíduo no século XIX. Leia-o e responda: 

   "Qualquer singularidade, [no vestir como] em qualquer campo, é um pecado de lesa-sociedade. Deve-se sempre ceder ao desejo do grupo, sem jamais impor o seu próprio: não pedir papel para escrever ou reclamar o urinol quando as carnes estiverem prontas para servir e as mãos lavadas. Não se deve ser nem tímido, nem familiar, nem melancólico. Deve-se sempre manter a dignidade com os criados (alguns “soberbos” “estão sempre repreendendo seus criados e mantendo toda a família em perpétuo rebuliço”), e na rua, onde o passo não deve ser nem precipitado nem muito lento, e onde nunca se deve olhar fixamente para os passantes." 
                 ARIÈS, Phillipe. Da família medieval à família moderna: história social da criança e da família. Tradução: Dora Flaskman. Rio de Janeiro: LTC, 1981. 
 
A família, a partir do século XIX, tem um papel vital na formação do indivíduo, estabelecendo o comportamento acima descrito. De que forma essa convenção social, isto é, a obrigatoriedade da
obediência, reflete-se nas ações das personagens Simão e Teresa, de Amor de perdição?

 Questão 10. Considerando as atitudes do pai de Simão e do pai de Teresa, discutir se a história dos jovens namorados poderia ocorrer em nossos dias.


Fonte: Brasilescola.com.br