quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Atividades Turmas 111 e 112

EXERCÍCIOS SOBRE OS ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO 

1. O pai conversa com a filha ao telefone e diz que vai chegar atrasado para o jantar. 
Nesta situação, podemos dizer que o canal é: 
a) o pai 
b) a filha 
c) fios de telefone 
d) o código 
e) a fala 

2. Assinale a alternativa incorreta: 
a) Só existe comunicação quando a pessoa que recebe a mensagem entende o seu significado. 
b) Para entender o significado de uma mensagem, não é preciso conhecer o código. 
c) As mensagens podem ser elaboradas com vários códigos, formados de palavras, desenhos, números 
etc. 
d) Para entender bem um código, é necessário conhecer suas regras. 
e) Conhecendo os elementos e regras de um código, podemos combiná-los de várias maneiras, criando 
novas mensagens. 

3. Uma pessoa é convidada a dar uma palestra em Espanhol. A pessoa não aceita o convite, pois não sabia falar com fluência a língua Espanhola. Se esta pessoa tivesse aceitado fazer esta palestra seria um 
fracasso porque: 
a) não dominava os signos 
b) não dominava o código 
c) não conhecia o referente 
d) não conhecia o receptor 
e) não conhecia a mensagem 

4. Um guarda de trânsito percebe que o motorista de um carro está em alta velocidade. Faz um gesto pedindo para ele parar. Neste trecho o gesto que o guarda faz para o motorista parar, podemos dizer que é: 
a) o código que ele utiliza 
b) o canal que ele utiliza 
c) quem recebe a mensagem 
d) quem envia a mensagem 
e) o assunto da mensagem 

5. A mãe de Felipe sacode-o levemente e o chama: “Felipe está na hora de acordar”. 
O que está destacado é: 
a) o emissor 
b) o código 
c) o canal 
d) a mensagem 
e) o referente 

6. Podemos afirmar que Referente é: 
a) quem recebe a mensagem 
b) o assunto da mensagem 
c) o que transmite a mensagem 
d) quem envia a mensagem 
e) o código usado para estabelecer comunicação

Atividades para Turmas 111 e 112

Exercícios sobre Níveis de Fala

1) Os amigos F.V.S., 17 anos, M.J.S., 18 anos, e J.S., 20 anos, moradores de Bom Jesus, cidade paraibana na divisa com o Ceará, trabalham o dia inteiro nas roças de milho e feijão. “Não ganhamos salário, é ‘de meia’. Metade da produção fica para o dono da terra e metade para a gente.” (Folha de São Paulo, 1° jun. 2002)



Os jovens conversam com o repórter sobre sua relação de trabalho. Utilizam a expressão “é de meia” e, logo em seguida, explicam o que isso significa. Ao dar a explicação, eles
a) alteram o sentido da expressão.
b) consideram que o repórter talvez não conheça aquele modo de falar.
c) dificultam a comunicação com o repórter.
d) desrespeitam a formação profissional do repórter.

2) I. A língua falada é mais solta, livre, espontânea e emotiva, pois reflete contato humano direto.
II. A língua escrita é mais disciplinada, obedece às normas gramaticais impostas pelo padrão culto, dela resultando um texto mais bem elaborado.
III. A linguagem culta, eleita pela comunidade como a de maior prestígio, reflete um índice de cultura a que todos pretendem chegar.
IV. A linguagem popular é usada no cotidiano, não obedece rigidamente às normas gramaticais.

Sobre as afirmações acima:
A)apenas I e II estão corretas. 
B)apenas II e III estão corretas. 
C)apenas II, III e IV estão corretas. 
D)apenas III e IV estão corretas. 
E)todas estão corretas. 


Aí, galera

        Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo ‘estereotipação’? E, no entanto, por que não?
– Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
– Minha saudação aos aficionados do clube aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
– Como é?
– Aí, galera.
– Quais são as instruções do técnico?
– Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
– Ahn?
– É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
– Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
– Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
– Pode.
– Uma saudação para a minha genitora.
– Como é?
– Alô, mamãe!
– Estou vendo que você é um, um...
– Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
– Estereoquê?
– Um chato?
– Isso.
(VERISSIMO, Luis Fernando. In: Correio Brasiliense, 12/maio/1998.)

3) O texto mostra uma situação em que a linguagem usada é inadequada ao contexto. Considerando as diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da linguagem usada ao contexto:
a) “O carro bateu e capotô, mas num deu pra vê direito.” (Um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o outro que vai passando.)
b) “E aí, ô meu! Como vai essa força?” (Um jovem que fala para um amigo.)
c) “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação.” (Alguém comenta em um reunião de trabalho.)
d) “Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de secretária executiva desta conceituada empresa.” (Alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.)
e) “Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros.” (Um professor universitário em um congresso internacional.)

4) Em todas as alternativas há marcas de oralidade, isto é, expressões típicas da linguagem falada, exceto:
A)Se você ficar olhando pra ela feito bobo, a manga cai em cima de sua cabeça.
B)“Peraí, mãe. Acho que tô a ponto de desmaiar.”
C)As variações da língua de ordem geográfica são chamadas de regionalismos.
D)“Dizque um chega, logo dão terra pra ele cultivar... É lavoura de café...”
E)“Engraçadinho de uma figa! Como você se chama?”

5) “É bom quando a gente volta da escola, não tem nada de bom passando na TV normal, aí a gente pega e liga a TV a cabo, que tem sempre alguma coisa boa pra ver.” (Sérgio Cleto Jr.)

“Tem um monte de esportes que eu adoro, principalmente futebol e tênis.” (Diego Derenzo)

Sobre as falas acima, pode-se afirmar que:
A)são exemplos do padrão culto da língua.
B)representam o uso da linguagem vulgar, pois refletem a pouca cultura de quem emitiu as mensagens.
C)são construções típicas do português falado, ou seja, da linguagem coloquial.
D)ferem claramente as normas gramaticais, não desempenhando seu papel comunicativo.
E)representam um tipo de linguagem comum em textos literários e poéticos.

6) “A gíria desceu o morro e já ganhou rótulo de linguagem urbana. A gíria é hoje o segundo idioma do brasileiro. Todas as classes sociais a utilizam.”  (Karme Rodrigues)

Assinale a alternativa em que não se emprega o fenômeno linguístico tratado no texto.
A)Aladarque Cândido dos Santos, enfermeiro, apresentou-se como voluntário para a missão de paz. Não tinha nada a ver com o pato e morreu em terra estrangeira envergando o uniforme brasileiro.
B)Uma vez um passageiro me viu na cabine, não se conteve e disse: “Como você se parece com a Carolina Ferraz!”
C)Chega de nhenhenhém e blablablá, vamos trabalhar.
D)Há muitos projetos econômicos visando às classes menos favorecidas, mas no final quem dança é o pobre.
E)Cara, se, tipo assim, seu filho escrever como fala, ele tá ferrado.

7) Assinale a alternativa em que não se verifica o uso de linguagem coloquial:
A)“— Que há?
    — Abra a porta pra mim entrar.” (Mário de Andrade)
B)“Não quero mais o amor, / Nem mais quero cantar a minha terra. / Me perco neste mundo.”(Augusto Frederico Schmidt)
C)"Quando oiei a terra ardendo / Quá foguera de São João” (Luiz Gonzaga)
D)“— Qué apanhá sordado? / — O quê? / — Qué apanhá? / Pernas e braços na calçada.”
(Oswald de Andrade)
E)“Dê-me um cigarro / Diz a gramática / Do professor e do aluno / E do mulato sabido” (Oswald de Andrade)

8) Há exemplo de registro coloquial no seguinte trecho:
A)O verdadeiro autor da peça foi o escritor de discursos presidenciais H. Daryl.
B)Cem mil pessoas morreram quase instantaneamente.
C)A Segunda Guerra acabou, começava a guerra fria.
D)Aconselhado por Jimmy Byrnes (secretário de Estado), o presidente queria mostrar aos soviéticos que não apenas tinha a bomba, mas tinha peito para usá-la.
E)A bordo do navio Augusta, no retorno para os EUA depois de participar da cúpula aliada em Postdam (Alemanha), Truman autorizou o bombardeio.

9) Assinale a única alternativa em que não ocorre o emprego de expressões coloquiais.
A)“Nós, enquanto isso, continuaríamos condenados a dar duro oito horas por dia...”
B)“...após seis meses, todo aposentado sobe pelas paredes e implora para voltar a trabalhar.”
C)“Os americanos, ano após ano, trabalham seis horas a mais em relação ao ano anterior.”
D)A gente achava tudo um horror.
E)Me informaram que o pessoal conseguiu se arranjar.

10) Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo? 
Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo. 
Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente? 
Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco. 
Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma. 
(BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado). 

Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido 
A) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade. 
B) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco. 
C) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais). 
D) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo. 
E) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio. 



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Revisão das Classes de Palavras - 1º ano Ensino Médio

                               Morfologia 




A parte da gramática que estuda as classes de palavras é a MORFOLOGIA (morfo = forma, logia = estudo), ou seja, o estudo da forma. Na morfologia,  não estudamos as relações entre as palavras, o contexto em que são empregadas,  mas somente a forma da palavra.

SUBSTANTIVO– é dita a classe que dá nome aos seres, mas não nomeia somente seres, como também sentimentos, estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.
Exemplo: Democracia, Andréia, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, etc.


ARTIGO– classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos, antecedendo-os.
Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.


ADJETIVO– classe das características, qualidades. Os adjetivos servem para dar características aos substantivos.
Exemplo: querido, limpo, horroroso, quente, sábio, triste, amarelo, etc.


PRONOME– Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a pessoa do discurso.
Exemplo: eu, nossa, aquilo, esta, nós, mim, te, eles, etc.


VERBO– palavras que expressam ações ou estados se encontram nesta classe gramatical.
Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, etc.


ADVÉRBIO– palavras que se associam a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.
Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, etc.


NUMERAL– como o nome diz, expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.
Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.


PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.
Exemplo: em, de, para, por, etc.


CONJUNÇÃO– São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação ou subordinação.
Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.


INTERJEIÇÃO– Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de suas palavras podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como palavras ou expressões que evocam emoções, estados de espírito.
Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh! 

Fonte:anotacoesdoeje.blogspot.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Obra incomparável

     Grande sertão: veredas foi publicado pela primeira vez em 1956 e reeditado no ano de 1958, texto este que permaneceu definitivo. João Guimarães Rosa é conhecido por fazer sua literatura em forma de prosa, porém este é o único romance do autor que simboliza sua prosa mais extensa com mais de 600 páginas e ausente de capítulos. Foi esta obra a maior e mais importante realização de Guimarães Rosa como escritor. 
    Em Grande Sertão: veredas, o autor conseguiu fundir uma linguagem experimental dotada de metáforas e expressões linguísticas regionais características do sertão mineiro. Essa fusão de elementos linguísticos denota a primeira geração do modernismo e a temática regionalista refere-se à segunda geração do modernismo. Por esses motivos, percebe-se o porquê desta obra rosiana ser considerada a maior realização do autor e uma inovação para a literatura brasileira.
Livro Grande Sertão: Veredas
    A história se passa no sertão e por essa razão apresenta palavras que de início causam confusão e estranheza ao leitor que desconhece a região e suas expressões inerentes. Mas, toda essa confusão de entendimento dos diversos nomes e regiões que aparecem na obra é feita de maneira proposital pelo autor. É possível compreender que com essa intenção Guimarães Rosa cria a metáfora de um labirinto que representa a vida. Assim, a palavra travessia está fortemente presente em Grande Sertão: veredas e, por analogia, a travessia desse labirinto simboliza a travessia da vida.
    A obra é construída por uma longa narrativa oral em que Riobaldo, também conhecido como Tatarana ou Urutu-Branco, um ex-jagunço já envelhecido, relata sua experiência de vida a um interlocutor que não se manifesta, mas é possível perceber sua opinião através das inferências de Riobaldo. Portanto, Riobaldo é o narrador-personagem do livro.
     Suas histórias de vingança, lutas, perseguições, medos, dúvidas e amores pelos sertões de Minas Gerais, de Goiás, do sul da Bahia são contadas sempre com uma reflexão sobre tudo que lhe aconteceu. Essas histórias vão sendo entrelaçadas e expostas com a preocupação do narrador-personagem de discutir a existência ou não do diabo, fato do qual depende a salvação de sua alma, pois, quando jovem, para vencer seu maior inimigo Hermógenes, Riobaldo parece ter feito um pacto com o demo. Entretanto, apesar da evidência disso em algumas passagens da obra, não fica claro a existência e confirmação deste, assim, cabe ao leitor fazer suas interpretações.
                    "Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano." 
                                                   "O Diabo no meio da rua."

    O romance é marcado por dois grandes conflitos narrados por Riobaldo, o primeiro deles é contra Zé Bebelo e os soldados do governo e tem como líderes João Goanhá, Ricardão, Hermógenes, Joça Ramiro, Sô Candelário e Tirão Passos. Zé Bebelo é pego e julgado pelo tribunal composto por esses líderes chefiados por Joça Ramiro. Hermógenes e Ricardão defendem a pena capital para Zé Bebelo, mas, no fim do julgamento, Joca Ramiro sentencia-o a liberdade com a condição de que ele vá para Goiás e não volte sem ordem. Assim, o primeiro conflito tem fim.
    O segundo conflito surge depois de um período de paz no sertão quando Gavião-Cujo, um jagunço, anuncia que “Mataram Joca Ramiro!...”, então, sob liderança de Zé Bebelo que retorna para vingar a morte daquele que lhe concedeu a liberdade, o bando de Riobaldo e Diadorim e demais chefes lutam contra o grupo rival liderado pelos assassinos de Joca Ramiro, Hermógenes e Ricardão, os traidores do bando. Essa guerra se finda com o romance com a morte de Hermógenes na batalha final no Paredão.
       Riobaldo vê o mundo com indiferença. O mal é apenas projeção e o ser é a razão e seu temor, o vir a ser. O narrador diz que o “medo agarra a gente é pelo enraizado” e estar preso às raízes pode impossibilitar um olhar amplo para conquistas de novos horizontes, pois estar preso às limitações dos sentidos nos faz permanecer na mesma situação, culpando o medo e o remorso pela inação.
    Grande Sertão: veredas abre parênteses para inúmeras análises literárias, pois é uma obra abrangente que discute a travessia da vida com todos os seus conflitos e labirintos diabólicos. O romance retrata o homem com suas projeções, ações e omissões em um mundo indiferente. É a afirmação dos conflitos humanos construindo e destruindo as teias de vivências; vivendo os paradoxos necessários. 

Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Problemas semânticos nas redações

   Problemas semânticos são graves porque comprometem o rigor da expressão. Quem não acerta no uso das palavras acaba dizendo o que não quer, ou não dizendo nada. As falhas semânticas decorrem, na maior parte dos casos, do desconhecimento do sentido e da confusão entre parônimos.

Um exemplo do primeiro caso: “A adolescência é o período de maior fragilidade do indivíduo, pois este se encontra favorável a influências alheias.” Favorável é “propício”, “que favorece”, e não cabe nesse contexto. O aluno quis dizer que o adolescente é “suscetível”, “receptivo” à influência dos outros. Afirmar isso é uma coisa; outra é sugerir que a pessoa nessa faixa de idade não se opõe aos que a influenciam.  

Os equívocos com os parônimos são mais comuns. A semelhança de duas palavras quanto ao som faz com que se use uma pela outra. A tendência é identificá-las também pelo sentido, como se vê nestes exemplos: 

1) “A pobreza é vista como um desses problemas incuráveis do mundo. Tal modo de pensar até é conivente, pois leva a crer que esse mal não pode ser resolvido.”

2) “A violência dos fenômenos monetários produziu, em numerosos países, medidas muito energéticas para atenuar as crises.”

3) “Em vez de discutir propostas, os partidos se consomem em brigas intestinais.”

Em 1 o aluno usou “conivente” no lugar de “conveniente”. Ele se refere à má-fé dos que consideram a pobreza um problema insolúvel para, com isso, justificar a inutilidade de querer erradicá-la. Em 2 se trocou “enérgicas” por “energéticas” – um engano, por sinal, bastante frequente. Enérgico é o que “tem energia, vigor”; energético se refere à energética, ou seja, à “parte da ciência que trata dos assuntos ligados à energia”.

Em 3, por fim, usou-se “intestinais” em vez de “intestinas”. Brigas intestinas seriam as que ocorrem no seio dos partidos. O adjetivo “intestino” significa “interno”, “íntimo”, “interior”; por derivação imprópria, passou a designar a parte do tubo digestivo que vai do estômago ao ânus.

Um exemplo curioso aparece nesta passagem: “É preciso que a comunidade brasileira fiscalize as ações governamentais para que juntos possamos tear fio por fio a tão sonhada igualdade de gêneros.”

O que justificaria o uso de “tear” em vez de “tecer”? A troca é tanto mais intrigante quanto o verbo “tear” não existe. Existe, sim, o substantivo “tear”, que representa o “artefato ou máquina destinada ao fabrico de tecidos, malhas, tapetes etc.”. Se não há um dos termos, a confusão não pode ter decorrido de semelhança formal (embora “tear” lembre um verbo da primeira conjugação). Talvez a escolha tenha ocorrido por uma espécie de metonímia, que fez o aluno designar a ação pelo instrumento. Por mais improvável que a explicação pareça, vale a pena refletir.

No exemplo seguinte, retirado de uma redação sobre a Copa do Mundo, o processo de associação foi outro: “Pela tradição brasileira de desleixo com os problemas sérios, depois da Copa, o Brasil voltará à estaca anterior.”

O estudante tinha em mente a ideia de que após a Copa tudo voltaria ao “ponto de partida”. Como isso corresponde à “estaca zero”, ele fez uma espécie de cruzamento em que figuram o primeiro termo dessa locução (estaca) e o adjetivo referente ao que era antes. “Estaca” passou a ser sinônimo de “situação”.

Fonte: http://revistalingua.uol.com.br/

Dicas ortográficas


Dicas ortográficas são recursos dos quais todo usuário deve usufruir

   Dicas ortográficas são indispensáveis recursos dos quais todo usuário deve usufruir no intento de aprimorar sua competência linguística. Além do primoroso hábito da leitura e da indispensável prática da escrita, a consulta ao dicionário, a familiaridade com a gramática e o contato com alguns “manuais” que retratam acerca dos fatos que norteiam a língua, ainda dispomos de algumas dicas rápidas e indispensáveis.  
Nesse sentido, o artigo que ora se evidencia tem por finalidade apontar alguns casos que ilustram tal situação e, sobretudo, deixar você, prezado (a) usuário (a), a par das características que os norteiam, com vistas a fazer uso deles sempre que conveniente for. Dessa forma, analisemos alguns:

* Qual a forma correta: brócolo, brócoli, brócolos ou brócolis?  
As formas corretas se definem por brócolis ou brócolos, haja vista que semelhantemente a óculos, afirma-se tratar de um substantivo utilizado apenas no plural.

* Qual o certo: horário de pique ou horário de pico?
As duas formas são consideradas corretas. De acordo com o dicionário Aurélio, pique (do inglês peak), possui três significados distintos:
1 – o auge; 2 – disposição, entusiasmo; 3 – agitação. Dessa forma, tem-se que o substantivo pico (o qual deriva do verbo picar) representa o cume agudo da montanha, mas também representa o sinônimo de pique, relativo às acepções semânticas “1” e “3”.


* Quais diferenças demarcam “hindu”, “hinduísta” e “indiano”?
Analisados de forma particular, temos que indiano se refere ao adjetivo pátrio correspondente a quem nasceu na Índia, assim como alagoano, goiano, entre outros. Hinduísta diz respeito à pessoa seguidora do hinduísmo, religião predominante na Índia. Tal atribuição nos remete a tantas outras existentes, como por exemplo, o budista, pessoa seguidora do budismo, o taoísta, referente ao taoísmo, entre outras.
Mas, afinal, e o hindu? Ele, por sua vez, tanto pode ser o hinduísta como o indiano.


* História e estória
“História” se refere a acontecimentos reais, baseados em documentos ou testemunhos. Enquanto que “estória” diz respeito a narrativas imaginárias, contos, lendas, fábulas, entre outras. 
Contudo, apesar de tais diferenças, percebe-se que a forma com a qual comumente nos deparamos é “história”, relativa aos dois casos. Portanto, nada que desabone o uso desta com o sentido de contos, lendas. 


* Bem-vinda e Benvinda
Certamente que a dona Benvinda será sempre bem-vinda. Sabe por quê?
Ora, porque “bem-vinda”, expressão grafada sempre com hífen, mesmo depois da nova reforma ortográfica, é uma palavra formada por justaposição, cujo sentido se atém a “bem acolhido (a)”.

Já “Benvinda ou Benvindo”, além de representar um substantivo próprio, é também uma palavra formada por aglutinação.     

* A sujeira imprégna ou impreguína?*
*(a existência do acento se deve somente para uma melhor identificação da tonicidade)
Um aspecto a que devemos nos ater é que o “g”, presente na palavra em questão, é mudo (sem som fonético). Assim sendo, em decorrência desse notável aspecto, a forma correta de pronunciá-la é imprégna*.

Fonte: Brasilescola.com

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Produção textual


                                          Tragédia em um espaço sagrado

   Uma sociedade assustada se choca diante das ocorrências que invadem um espaço até bem pouco tempo considerado sagrado, que é o espaço da Escola. O que deveria ser lugar privilegiado no qual o tempo e a organização se voltam para aprender, ensinar, para conviver de forma saudável e segura, transformou-se em espaço vulnerável.
   Na imprensa, as Escolas migraram de editoria e passam a estampar reportagens e notícias na seção policial. Os casos vão das denúncias de bullying a ameaças e violências, até casos extremos como o massacre na Escola pública do Realengo, no Rio de Janeiro.
   A Escola deixou definitivamente de ser protegida e imune aos problemas sociais e transformou-se em palco privilegiado da maioria dos dramas e tragédias que há muito atingem toda a sociedade.
   Enquanto se multiplica a troca de acusações entre família e Escola e as políticas públicas não conseguem acompanhar os sinais dos tempos, o que há é uma sensação de caos. A reflexão e o debate social sobre o tema não podem mais esperar. Já não é mais um problema apenas da Escola ou só da família.
   Urge desencadear uma grande discussão pública que busque revisar todo o sistema educativo, o que inclui a Educação formal da Escola e a Educação familiar. Não basta continuar tratando só os sintomas do problema, é preciso ousadia para encontrar e enfrentar as causas.
   Por que as crianças e adolescentes de uma geração completamente digital têm dificuldade de suportar as metodologias da Educação formal ainda absolutamente analógica? Como famílias e Escolas harmonizam suas concepções do que é formar, preparar filhos e alunos?
   A violência nasce em casa, nas famílias, como produto de uma vida de estresse e tensão? A Escola alivia esta tensão ou intensifica ainda mais? A formação dos professores assume a preparação do docente para a sociedade complexa, de incertezas, na qual vivemos? São inúmeras perguntas que precisam ser feitas e muitas respostas ainda carecem de ser elaboradas.
   A Escola está esfacelada. Famílias e estudantes não mais encontram os parâmetros necessários para compreender os espaços educativos e de aprendizagem e a Escola tenta se firmar sobre os pressupostos que a consolidaram há séculos, deixando de responder aos apelos das necessidades atuais.
   Somente um grande diálogo social poderá encontrar os caminhos para novos modelos de sistema educacional. Enquanto um movimento legítimo e efetivo não for desencadeado, continuaremos lendo sobre Educação nas páginas policiais.
                                          (Baseado no texto de Rosângela Florczak. In:Jornal ZH de 09/04/11)


Com base nas ideias do texto acima, você vai dissertar, respondendo a seguinte pergunta:
Que respostas seriam mais apropriadas para os questionamentos que a autora faz?